segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Parabéns Pai
Já agora, em letras mais pequenas para realçar que o Benfica é menos importante que o meu pai, gostaria de dar também os parabéns ao Sport Lisboa e Benfica pelo 107 º aniversário e pela grande vitória de ontem à noite!
Conhecendo Istambul
Kumpir de Ortakoy
Sábado foi dia cultural também. Desta vez mais preenchido que o dia anterior, passeámos e negociámos no Grand Bazaar, visitámos a Suleymaniye Mosque, e descemos ao Egypcian Bazaar, conhecido como o Spice Bazaar, devido às especiarias turcas que sempre aqui foram vendidas. Muita cor, muitos cheiros, muitas pessoas, muitos sons. Uma experiência que ninguém deve perder se visitar Istambul.
Grand Bazaar
Egyptian ou Spice Bazaar
Mas o dia ainda ia a meio. Fomos a Tophane, perto de Kabatas, visitar o Istanbul Modern, o museu de arte moderna e contemporânea da cidade. Como seria de esperar, pouco sabia de arte turca, e fiquei a conhecer algumas obras de pintores como Ibrahim Çali ou Hikmet Onat, os meus preferidos da exposição. Depois do museu, mais um fim de tarde bastante “turco”: çay, gamão, fumo no ar e jogo do Fenerbaçhe na televisão. Tophane parece ser uma óptima zona para assistir a jogos de futebol num ambiente turco, e com vista para o Bósforo. Para terminar, nada melhor que um Lamhacun na Istiklal Çadessi e uma segunda visita ao “nosso” bar Montreal.
David no Istanbul Modern
Gamão e Çay em Tophane (em 4 jogos, perdi sempre!)
Segue-se agora uma semana de trabalho árduo (squash, ginásio, ténis, etc…) e de planeamento de viagens para os próximos fins de semana. Espera-se também uma melhoria das condições meteorológicas na cidade…
Montreal bar
Semana de chuva
Passou-se uma semana, digamos, “normal”, na qual o destaque vai para uma festa na quarta-feira, de máscaras, na discoteca da universidade. De facto, o destaque vai para o facto da Universidade ter uma discoteca, mais ou menos do tamanho do lisboeta Garage, para terem uma ideia. Mascarado de jogador do Fenerbaçhe, lá passei um bom bocado na dita festa. Depois disso fomos recebidos em casa do nosso amigo Murat Dadak, para um agradável convívio.
A semana ficou também marcada pela chuva. Nem sei se lhe chame chuva. Por estas terras existe uma espécie de nevoeiro, uma “cacimba” como diria o meu rico paizinho, que nos molha a cara, e que não desaparece. O desagradável é que o ritmo desta chuva não diminui nem acelera. Está sempre igual, 24 horas por dia, e torna-se desagradável. No entanto, há um lado encantador neste fenómeno. Na nossa universidade, lá no topo da montanha, o nevoeiro é tão denso que só consigo ver com clareza as portas da universidade quando estou a cerca de 15 metros delas. É como ter aulas no topo da Serra de Sintra naqueles dias em que não se vê a próxima árvore.
Esta semana começou também o nosso business project, que vamos fazer com uma multinacional no ramo da auditoria. No entanto, o mais importante disto tudo é que vou trabalhar durante 2 dias por semana no mesmo prédio que a administração do Besiktas! Quem sabe não encontro o Simão ou o Quaresma lá em baixo no café?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Um Domingo na cidade
Apesar da chuva fraquinha que caiu o dia todo, decidimos que o Domingo era para passar no centro de Istambul! Partimos cedo para ajudar a Clara a mudar de casa para Sisli, uma zona engraçada perto do centro, conhecida por ter o maior centro comercial da Europa. Mais uma vez ignorámos a chuva e rejeitámos utilizar autocarros ou metro, preferindo descobrir o caminho dali para Besiktas. Sem mapa, fomos seguindo o instinto e acabámos por lá chegar, depois de um bonito passeio. A meio do caminho descobrimos que o Besiktas jogava, porque havia pessoas com cachecóis por todo o lado, apesar de ser de manhã. Fomos visitar o palácio Dolmabahçe, o Versalhes cá do sítio, mandado construir no séc. XIX pelo Sultão Abdul Mecit. No entanto, o palácio é mais famoso por ter sido a última morada de Ataturk (Pai dos Turcos), o fundador da Turquia que ali morreu em 1938. O palácio é a 20 metros do estádio do Besiktas, que registava cada vez mais movimento.
Seguiu-se uma subida complicada até à Istiklal Cadessi, onde fomos em busca de um sítio para almoçar. Acabámos no Ramiz Koftesi, uma casa de almôndegas (koftesi) muito típica de Istambul. Decidimos então explorar um bocadinho a parte turística da rua, e visitámos a Igreja de Santo António (a maior igreja católica da cidade) e a çiçek pasaje (antiga rua das flores, hoje cheia de restaurantes típicos). Seguimos para a Galata Tower, mas o elevado preço que nos cobravam para subir não nos convenceu e continuámos a descer até Karakoy, já perto do Bósforo. Aí parámos para a Maria, o Thomas e a Clara se estrearem na arte de comer Baklavas, o doce mais típico da Turquia, a par das "turkish delights" (mas muito melhor!).
Atravessámos a ponte Galata, cheia de restaurantes e pescadores, e aí descobri que o jogo do Besiktas era um derby da maior importância. Besiktas-Fenerbahçe e eu não soube a tempo de comprar bilhete, muito triste... A passagem pela ponte foi mais complicada do que aparentava, visto que todos (sem excepção) os restaurantes têm um homem à porta que não deixa ninguém passar sem tentar convencer a entrar. Durante 20 minutos fiz conversa com quase todos, sobre o Quaresma, o Simão e as possibilidades do Besiktas realmente ganhar o jogo. Houve até um restaurante que me garantiu uma bebida à borla por ser da mesma nacionalidade que os novos craques do Besiktas.
Terminámos o dia da melhor maneira. Do outro lado da ponte Galata, está a Suleymaniye Mosque, uma das mais bonitas e imponentes mesquitas da cidade. Entrámos muito perto da hora de oração, e ficámos durante vários minutos a observar todo o ritual, maravilhados com as luzes, os sons e os movimentos das pessoas.
Resta dizer que voltámos a casa felizes, que a nossa senhoria amorosa estava à nossa espera com um bolo, e que o Besiktas infelizmente não conseguiu ganhar ao grande rival e perdeu por 4-2.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Transportes Istambul - Parte I
Existem autocarros “normais”, têm paragens, o bilhete é pago à entrada ou então o passe da cidade também serve. São grandes, modernos, e o 25T é o mais importante para nós, porque liga Sariyer a Taksim. Mas destes pouco há a dizer...
Depois existem os “mini bus”, um pequeno autocarro, como podem ver na fotografia. Existem aos milhares, são ágeis como cobras no trânsito, oferecem muitos percursos, e são, digamos, especiais. Primeiro, o passe não funciona aqui. O dinheiro tem que ser pago ao condutor, que recolhe 1,5 TL à entrada do passageiro, estendendo a mão para trás, sem olhar, enquanto continua a guiar. No entanto, o mais comum em Istambul é o passageiro entrar, sentar-se, procurar trocos, e, depois de os encontrar, passar o dinheiro à pessoa da frente. Isto vai acontecendo sucessivamente até o dinheiro chegar ao condutor. No caso de existir troco, este regressa ao dono fazendo o percurso inverso. Não existe qualquer bilhete ou papel que comprove o pagamento, mas quem pensa em entrar e não pagar, pode esquecer. Estes condutores são homens atentos, e à mínima tentativa de escapar ao sistema, eles “relembram” ao passageiro que não pagou. Outra curiosa particularidade com estes “mini bus” é o facto de não existirem paragens para os apanhar ou para sair. Se queremos entrar, basta fazer sinal em qualquer parte da rua que nos pareça própria para entrar no autocarro. A maior parte das vezes é o próprio condutor que buzina ou faz sinais de luzes, como que a perguntar se a pessoa não está interessada em entrar. Para sair, basta aprender a dizer em turco que nos apetece sair, ou exclamar “Dur, lutfen!” (Pare, se faz favor) Isto significa que é possível um autocarro destes parar de 20 em 20 metros para deixar entrar ou sair alguém, o que se pode tornar chato e enjoativo, principalmente quando o autocarro ainda não está cheio e procura clientes.
Os “dolmus” são também um transporte interessante. São uma espécie de taxi grande, com espaço para umas 8 ou 9 pessoas. Têm menos percursos mas são muito úteis à noite, para voltar para casa depois de umas voltas perto de Taksim. Aliás, a paragem destes “dolmus” a qualquer hora da noite perto de Taksim é incrível. Para além dos veículos e dos condutores, acumulam-se homens que gritam e tentam organizar as filas. Os condutores têm um acordo com estes homens em que lhes pagam uma pequena quantia de cada vez que enchem o “dolmus”, e estes arrumadores estão ali noite fora a encaminhar as pessoas para o seu transporte para casa.
Os taxis, os trams, o metro e o eléctrico da rua Istiklal Cadessi são os, digamos assim, transportes mais normais da cidade. O tram e o metro são modernos, limpos, e principalmente rápidos e eficientes na fuga ao trânsito. O tram mais importante até agora é o que liga Kabatas a Sultanahmet, passando pelas partes mais turísticas da cidade.
Depois passamos para os barcos! Neste tópico vou deixar ainda poucas informações, visto que ainda tenho que os utilizar um pouco mais para poder escrever mais sobre eles. Para já sei que existem vários tipos, vários horários, e vários locais diferentes onde apanhar barcos ou ferrys, que principalmente ligam o lado europeu ao asiático. O melhor de tudo é que são modernos, estáveis e confortáveis. Em todos eles há um pequeno bar e um senhor a vender çay quentinho pelo barco. Nos barcos que percorrem distâncias mais longas, há televisões com as notícias e o estado do tempo e trânsito, e até um aviso para desligar os telemóveis. Parecem aviões, e posso acrescentar que se dorme muito bem na viagem da longínqua zona de Bostanci (no lado asiático, perto da casa da Ayse) até Sariyer (a minha humilde vila).
Para já foi isto que aprendi sobre os transportes de Istambul. Sei que ainda tenho muito para aprender, mas já fico contente por conseguir voltar para casa da maioria dos sítios, seja por terra ou por mar.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Surpresa em Istambul
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Parecendo que não, esta é a minha universidade
Chegámos à Koç, a nossa universidade situada no fim do mundo! A 15 minutos de mini bus da nossa casita, fica esta coisa indescritível que é a nossa universidade, e que tivemos o prazer de conhecer com a ajuda do nosso mentor, o nosso amigo turco Yilmaz. Ginásio, campo de Futebol, duas piscinas, campo de ténis, pavilhão, cantinas, restaurantes, cabeleireiro, lavandaria, loja, squash, ténis de mesa, ringue de patinagem (?!?!?!), entre outros. Mais vale não falar muito e deixar umas fotografias. Talvez alguém da Nova tenha a oportunidade de ver isto e repensar o nosso "campus"...

